terça-feira, 8 de setembro de 2015

“Em tempo de crise, não é nada mal misturar ondas de rádio, FM com AM se associando com tal coisa, não é?”


Na ‘blogagem’ Reinaldo Azevedo escreveu: “Para entender: Pessoa afirma ter doado R$ 750 mil à campanha de Mercadante ao governo de São Paulo em 2010 — desse total, R$ 250 mil teriam sido repassados em dinheiro vivo e por fora. No TSE, consta um repasse de R$ 500 mil. A Nunes, diz o empresário, foram doados R$ 500 mil, também em 2010, mas apenas R$ 300 mil com o devido registro. Convenham: o agora senador tucano não teria como ajudar o empresário nos negócios da Petrobras, certo? Ainda que seja verdade, que se apure tudo!, o crime é outro.”




Bem, o que se entende é que, o dinheiro que Ricardo Pessoa passou para Aloysio Nunes em 2010, não tem nada a ver com a Petrobras; mas e o dinheiro que Ricardo pessoa passou em 2010 para o Mercadante, tem a ver com a Petrobras? O próprio Reinaldo escorrega na casca de banana quando diz: “Convenham: o agora senador tucano não teria como ajudar o empresário nos negócios da Petrobras, certo? Ainda que seja verdade, que se apure tudo!, o crime é outro.”
Se em 2010, Aloysio não teria como ajudar nos negócios da Petrobras e o “crime é outro”, por que Reinaldo põe uma interrogação depois  “do certo”?  Quanto às ondas de rádio, mistura de AM com FM, dá ao entender, “que o dinheiro que Aloysio Nunes teria recebido de Pessoa é de outra fonte; mas que o dinheiro de Mercadante poderia ter vindo da Petrobras”, isto é mera associação por causa das denúncias da Lava-jato. "Pois Mercadante é petista, “então pode estar no meio, será?!”

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