A chamada “lava jato”, nome dado à operação que
investiga a corrupção na Petrobras, “vem tirando o sono de muita gente por ai à
fora”.
Ouvimos a oposição dizer: “tem que tirar o PT do
Poder; os comunistas, chefes de quadrilha, ladrões e ditadores”, inclusive
Aécio Neves, disse no último debate do segundo turno, “que para a acabar com a
corrupção no país, tinha que tirar o PT do Poder”. Mas se tirasse o PT do
Poder, logo que Dilma Rousseff tomou posse, o que poderia acontecer? Com 90
dias haveria nova eleição se Michel Temer não pudesse assumir a interinidade da
Presidência; correndo nova eleição, “certamente Aécio Neves concorreria o
pleito”, mas aí, se fosse eleito, as investigações da lava jato só iria pesar
para o PT, - “nada de investigar e punir políticos do PSDB”.
A
operação lava jato, está mexendo “com feridas mal cicatrizadas”, ela vai lá trás
no ano de 1997; ano em que foi privatizada a Vale do Rio Doce. Com a denúncia
de corrupção do HSBC, remessas de milhões de reais convertidos em dólares foram
enviados para Suíça no governo FHC. E quem estava por trás disso, e que ajudou
nos processos da privatização da Vale do Rio Doce? Ricardo Sérgio de Oliveira, ex.- tesoureiro de
campanha dos tucanos que pediu 15 milhões de reais em propina para garantir a
participação de Benjamim Steinbruch.
Ricardo Steinbruch, irmão de Benjamin, quando viu que o bicho
poderia pegar pela denúncia de corrupção no HSBC, “tratou logo de amarrar às
calças e ir ao Senado com conversa de para vento” para tentar impedir a convocação
do irmão na CPI.

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